Cheia de fome e frio
Vai uma criança para a escola
No ombro carrega a sacola,
Levando o velho livro,com brio.
Pés descalços, doloridos
Pelas agruras do caminho
Caminhando vai, sozinho,
Derramando lágrimas e gemidos.
Não lhe podem dar mais
Porque parcos são os ganhos
E da pequena eira os amanhos
Dos pobres queridos pais.
À tarde, quando a casa regressa,
Nos braços da mãe se aconchega
Que amor e carinho não lhe nega
Enquanto,na lareira,o caldo apressa.
A sopa de todos os dias
Também chamada dos pobres,
Mas que vai à mesa dos nobres,
Embora com mais iguarias.
Quando a noite fria cai
A pobre criança o leito procura
Mas nunca sem uma ternura
E a benção da mãe e do pai
segunda-feira, 9 de março de 2009
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