sexta-feira, 27 de março de 2009

A RAPOSA E O GALO

Empoleirado sobre uma arvore
Cantava o galo sua matinal trova
Quando ouviu uma estranha nova
Da sua esperta e sagaz comadre

Compadre! Diz a raposa toda afoita
Nova lei acabam de publicar
P”la qual as guerras mandam acabar
Entre os animais da mata e da moita.

Desça compadre, pede a manhosa,
Venha daí, vamos celebrar,
Um grande abraço lhe quero dar,
Pois esta terra agora é só nossa.

Ouvindo o galo tão estranho pedido
Tentou primeiro se informar,
Quem tal lei mandara publicar
Pois seu nome nunca fora ouvido.

A raposa muito perturbada
Ainda com maior vigor lhe pedia
Pensando que o galo desceria
Caindo na sua astuta cilada.

Então diz-lhe o galo de repente:
Vejo galgos correndo em desgarrada
E caçadores de arma aperrada
Vindo das bandas do oriente!

Quando ouviu aquela informação
A raposa gritou: só faltava essa!
Deitando-se a fugir a toda a pressa
Por entre as ervas, cosidinha ao chão

Na sua rouca voz gritava
O galo, para a comadre atrevida,
Mostra-m:essa lei de todos sabida!
Mas ele mais corria e não parava.

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